Denúncia de possível fraude de deputados com gastos de combustíveis

Classmann, Paladini e Villaverde

Somente em combustível e indenização por uso do carro particular, os deputados teriam que devolver 1,3 milhão.

O relatório da auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) mostra suspeita de desvio de verbas com gastos em combustíveis na Assembleia entre os anos de 2012 e 2015. São 51 abastecimentos e viagens sob investigação. Há cidades em que os carros foram abastecidos, que não estão no roteiro da viagem e ficam bem longe do destino dos parlamentares. A Assembleia Legislativa já protocolou sua defesa na investigação.

Vários deputados ainda receberam diárias cheias, sem comprovar despesa com hotel, o que contraria as normas da Assembleia. Boa parte dos deslocamentos ocorreu para regiões onde têm residência.

No site da Assembleia, essas informações não estão disponíveis. A falta de transparência, segundo especialistas, pode facilitar supostas fraudes.

Em 2014, o deputado Aloísio Classmann (PTB) viajou entre Porto Alegre e Rio Grande. Mas ele abasteceu com 183 reais em São Sepé.

Também em 2014, a viagem foi entre a capital gaúcha e Camaquã, entretanto, o carro foi abastecido em Carazinho.

O Tribunal de Contas também aponta que os relatórios de viagens aumentaram a distância real entre as cidades. Em tese, isso garante mais verbas da chamada indenização pelo uso do carro particular, quando eles recebem por quilômetro rodado.

Em 2013, o deputado licenciado e atual Secretário de Justiça do RS, Catarina Paladini, teria rodado 1.250 km no trajeto Pelotas – São José do Norte. Os auditores fizeram os cálculos e concluíram que a distância real entre os destinos é de 254 km.

O relatório também levanta suspeitas de que a verba para abastecimento foi usada para outros fins. Também há excesso de consumo dos veículos. Como é o caso de um carro, fabricado há 20 anos, usado pelo gabinete do então deputado Adão Villaverde (PT).

Em 2013, ele alegou ter rodado 676 km com 625 litros de combustível. Um quilômetro por litro. Dos 1.733 reais que recebeu pelo uso do carro particular, teria que devolver 1.583.

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