Ressentimento

ARTIGO DO DIA
(João Lemes) – Nestes tempos de emoções destemperadas, do predomínio da intolerância sobre o amor, nada melhor que relembrar Nietzsche.

Para o filósofo, nada tortura tanto o homem quanto o ressentimento. Ele sempre acha que deveria ter mais amigos do que tem, mais ganho do que consegue, mais vitórias do que lhe couberam… Aos poucos, vai alimentando retaliações imaginárias, planos de redenção e julgamentos finais.

O ressentido busca o alívio da dor, mas chega um momento em que essa dor  vira mágoa, raiva, ódio e toma a consciência pela incapacidade de esquecer aqueles que o ofenderam ou venceram. Isso só faz crescer uma sede, a sede de vingança. Uma sede que não consegue saciar e que o afunda cada vez mais no mar da ignorância e do desamor, o impedindo de viver uma vida plena.

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